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ARTES VISUAIS

 

Formas fluídas, intuição ativa

Durante sua jornada têxtil Nara percebeu que suas criações sempre estiveram imbuídas de arte.

O impulso criativo que move o artista é sempre o mesmo e os limites que separavam o artesanato, o design e as chamadas “belas artes” já foi desfeito há muito tempo. Transitar entre diversas linguagens e formatos foi algo que sempre atraiu o seu olhar.

As obras de artes plásticas criadas por Nara Guichon buscam responder a uma pergunta essencial: o que fazer com o lixo do planeta? O que chamamos de lixo é realmente algo sem função ou sem valor?

A ideia é atrair a atenção do espectador para a quantidade de detritos que descartamos de modo imprudente e impensado. Por isso suas obras são volumosas, imponentes, sólidas e vibrantes.

Essa volumetria é uma tentativa de representação do tamanho do impacto que causamos, mas também tem a ver com o tamanho da nossa capacidade de ressignificar os elementos em nosso entorno.

Para Nara, a necessidade de criar algo para além de peças utilitárias surgiu através da percepção de que por todos os lados vemos descartes. Rejeitos que enchem e sufocam os oceanos, matando a vida marinha, cobrindo aterros, desfigurando a paisagem. Suas criações são uma síntese dessa visão revolucionária que busca novos sentidos naquilo que erroneamente chamamos de lixo.

Algumas obras: